05/10/2026 Nobel de Fisiologia ou Medicina: canais iônicos ativados por luz e optogenética

05/10/2026 14:50

O ponto é metodológico. Lesão e fármaco mudam o circuito de forma ampla e lenta. A optogenética age sobre uma população celular definida, na escala de tempo do comportamento. É a diferença entre observar que uma via acompanha um comportamento e testar se ela o produz. O método nasceu do estudo de como uma alga se orienta pela luz, sem finalidade médica declarada.

No LaBioEx, a mesma pergunta aparece na fadiga e na manutenção do esforço. A especificidade vem da via de administração e do alvo farmacológico: cirurgia estereotáxica, infusão intracerebroventricular e microinjeção intraestriatal, com leitura em esteira, campo aberto e rastreamento automatizado. A eletrofisiologia corticostriatal entra pela colaboração com o grupo de Rodrigo A. Cunha, no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

O laboratório não usa optogenética hoje. O passo em que ela entraria é definido: identificar qual população neuronal sustenta o esforço, depois de a farmacologia ter mostrado que a via importa.

30/09/2026 Novo artigo: canabigerol e treino resistido na atrofia muscular por dexametasona

05/10/2026 14:41

Está publicado na ACS Pharmacology & Translational Science, em acesso aberto sob licença CC BY 4.0, o artigo “Cannabigerol Enhances Muscle Strength and Performance in Dexamethasone-Treated Mice”.

Glicocorticoides como a dexametasona reduzem a área das fibras musculares e prejudicam a função neuromuscular. O treino resistido recupera a estrutura. Se algum composto soma desempenho ao treino, é questão aberta. O canabigerol (CBG) é um fitocanabinoide sem efeito psicotomimético, que não é agonista do receptor CB1 e age sobre receptores α2-adrenérgicos, 5-HT1A, PPARα e PPARγ e sobre canais TRP. O papel dele na adaptação ao treino era pouco estudado.

Camundongos Swiss machos adultos receberam dexametasona (20 mg/kg, i.p.) por 12 dias, o que induz atrofia muscular. Seguiram-se quatro semanas de treino em escada com carga, em dias alternados, a 60% da carga máxima nas duas primeiras semanas e a 75% nas duas últimas. CBG (10 mg/kg, i.p.) ou veículo foram administrados no mesmo calendário, a treinados e a sedentários, em desenho 2 × 2 com 12 animais por grupo.

A estrutura respondeu ao treino. Na área de secção transversa das fibras do quadríceps, o tamanho do efeito (η² parcial) foi de 0,88 para o treino e de 0,25 para o CBG. Na densidade de fibras, foi de 0,86 para o treino, sem efeito significativo do CBG. Não houve interação entre os fatores.

O desempenho respondeu ao CBG. A força de preensão de pico foi 14,4 gf maior com CBG (IC 95%: 4,3 a 24,6), cerca de 10%, com ou sem treino. Na potência de subida da escada, massa levantada por segundo, o treino com CBG superou o treino com veículo em 0,89 g·s⁻¹ na carga de 60% (0,31 a 1,46) e em 1,73 g·s⁻¹ na de 75% (0,91 a 2,55), cerca de 55% e 87% a mais. Nos sedentários, o lactato após o teste submaximal foi 7,1 mg/dL menor com CBG (−11,9 a −2,3), diferença que não apareceu entre os treinados.

Os testes pós-treino começaram 48 h após a última dose, cerca de 4,8 meias-vidas pelas estimativas da literatura citada, com a potência durante o treino como exceção. O mecanismo proposto, compatível com fator de transcrição ativado por ligante, é hipótese: o estudo não mediu alvos moleculares nem a concentração de CBG no músculo. Também não separa ação central de periférica, usou só machos e avaliação sem cegamento. Lactato, creatina quinase e histologia são exploratórios, e a atrofia por dexametasona não reproduz a sarcopenia do envelhecimento.

Os procedimentos foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC (CEUA 6172240423), em conformidade com a Resolução Normativa nº 55/2022 do CONCEA.

Autores: Izabel Feltrin Fabro, Tatyana Nery, Ana Paula Pinto de Araújo e Amanda Leite Bastos-Pereira (LaBioEx, Departamento de Fisioterapia, UFSC Araranguá), Francielly Andressa Felipetti (Departamento de Ciências Médicas, UFSC Araranguá) e Aderbal S. Aguiar Jr. (LaBioEx).

Financiamento: CAPES (taxa de publicação e PROEX), FAPESC (bolsas de mestrado e doutorado) e CNPq (iniciação científica e bolsa de produtividade em pesquisa).

Conflitos de interesse declarados no artigo.

Estudo pré-clínico. Os resultados não constituem recomendação clínica.

24/09/26 Novo artigo: o bloqueio central dos receptores CB1 e CB2 aumenta a força em camundongos tratados com reserpina

05/10/2026 14:33

Está publicado na ACS Pharmacology & Translational Science, em acesso aberto sob licença CC BY 4.0, o artigo “Central Blockade of Cannabinoid CB1 and CB2 Receptors Increases Force Generation in Reserpine-Treated Mice, but Only CB1 Blockade Extends the Duration of Effort”.

No parkinsonismo, o prejuízo motor não se resume a bradicinesia, rigidez e tremor. Inclui fraqueza e menor capacidade de sustentar o esforço. O controle neuromodulador desses dois componentes é pouco resolvido, e o sistema endocanabinoide é um candidato. Os receptores CB1 e CB2 ainda não tinham sido separados numa mesma preparação.

Camundongos Swiss fêmeas adultas receberam reserpina (1 mg/kg, i.p.), que produz depleção monoaminérgica reversível, sem neurodegeneração. Dez minutos antes dos testes, os animais receberam infusão intracerebroventricular única de veículo, AM251 (antagonista CB1, 1,0 µg) ou AM630 (antagonista CB2, 0,2 µg), com 10, 8 e 9 animais por grupo. Seguiram-se o teste da barra, para catalepsia, e a força de preensão com as quatro patas.

Contra o veículo, os dois antagonistas aumentaram a força de pico: +53,9 gf com AM630 (IC 95%: 22,5 a 85,3) e +41,2 gf com AM251 (8,8 a 73,6). Os intervalos se sobrepõem quase por inteiro, e nesta medida os dados não separam os dois receptores. A diferença aparece na duração do esforço. O AM251 prolongou o tempo de preensão em 619 ms (113 a 1.125); o AM630 não mudou essa medida (−70 ms; −560 a +421). O bloqueio CB1 também reduziu a chance de resposta cataléptica (OR 0,16; 0,03 a 0,89), sem suprimi-la.

A dissociação foi testada diretamente, e não inferida do padrão de significância contra o veículo. No balanço entre tempo e força padronizados, o AM630 deslocou o perfil para a força (−2,03 DP; P < 0,05) e o AM251 não, com diferença de 1,67 DP entre os dois (0,29 a 3,05; P < 0,05).

Os autores tratam os desfechos de forma conservadora. São dez comparações contra o veículo, das quais duas sobrevivem à correção de Holm. Com 8 a 10 animais por grupo, só efeitos grandes são detectáveis. O desenho usou uma dose de cada antagonista, sem equivalência molar, só fêmeas, ordem de testes fixa e avaliação sem cegamento. A reserpina produz um estado agudo de depleção, que não reproduz a neurodegeneração da doença de Parkinson.

Os procedimentos foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC (CEUA 1069240325), e o relato segue as diretrizes ARRIVE 2.0.

Autores: Beatriz Carminati dos Santos, Izabely Guedes da Rosa, Laíze de Freitas Mazzardo, Naiara de Souza Santos, Izabel Feltrin Fabro, Tatyana Nery, Amanda Leite Bastos-Pereira e Aderbal S. Aguiar Jr. (LaBioEx, Departamento de Fisioterapia, UFSC Araranguá).

Financiamento: CAPES, CNPq e FAPESC.

22/09/2026 Edital aberto: endocanabinologia saúde pública

22/09/2026 07:17

ENDOCANABINOLOGIA SAÚDE PÚBLICA
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12/09/2026 Mestrado em Ciências da Reabilitação: inscrições abertas até 27 de setembro

12/09/2026 10:04

O PPGCR da UFSC Araranguá publicou o Edital 008/PPGCR/2026, de seleção de mestrado para ingresso em 2027.1. São até 21 vagas, sendo 11 na linha Desempenho e Capacidade dos Sistemas Cardiorrespiratório e Neurológico, na qual o LABIOEX atua.

O tema do laboratório no Apêndice A é: fadiga e regulação do esforço no exercício físico, com seus determinantes centrais e periféricos e as implicações para a avaliação e a prescrição em reabilitação.

As inscrições vão até 27/09/2026, pelo CAPG (capg.sistemas.ufsc.br/inscricao). A indicação de um orientador é obrigatória no formulário.

A seleção tem duas etapas presenciais: prova escrita com avaliação cega, em 08/10, com peso 4; e apresentação da proposta de projeto, trajetória acadêmica e entrevista, entre 20 e 22/10, com peso 6. A nota mínima é 7,0 em cada etapa. A homologação do resultado final está prevista para 07/12/2026.

No mínimo 28% das vagas são reservadas a ações afirmativas. A documentação é enviada pelo PAI, entre 30/10 e 02/11/2026.

O Programa pode ser apoiado por agências de fomento, sem garantia prévia de bolsa aos candidatos selecionados.

Quem pretende desenvolver a dissertação no LABIOEX pode escrever para aderbal.aguiar@ufsc.br antes de concluir a inscrição.

Edital completo e informações: ppgcr.paginas.ufsc.br | ppgcr@contato.ufsc.br

08/09/2026 Novo artigo: o antagonismo do receptor P2X7 reduz a capacidade aeróbia em camundongos

08/09/2026 07:10

Está publicado na ACS Pharmacology & Translational Science, em acesso aberto sob licença CC BY 4.0, o artigo “Purinergic P2X7 Receptor Antagonism Impairs Aerobic Capacity without Detectable Effect on Cardiac Adaptation to Exercise in Mice”, integrante da edição especial “Purinergic Signaling”.

O receptor P2X7 é um canal catiônico ativado por ATP extracelular, expresso em células imunes, em cardiomiócitos e na mitocôndria, e vem sendo perseguido como alvo anti-inflamatório. O estudo investigou se o seu antagonismo sistêmico altera a capacidade aeróbia e a adaptação do coração ao treinamento.

Camundongos Swiss adultos machos foram estudados em desenho fatorial 2 × 2, cruzando condicionamento (sedentário ou exercitado) e tratamento (salina 0,9% ou Brilliant Blue G, BBG, 50 mg/kg, i.p.). Os grupos exercitados treinaram em esteira em dias alternados, 16 sessões de 20 minutos a 60% do máximo inicial. O consumo máximo de oxigênio (VO₂máx) e a potência foram medidos por ergoespirometria incremental em esteira metabólica, e a densidade de volume (Vv) de cardiomiócitos por estereologia design-based.

O treinamento aumentou o VO₂máx (ηp² = 0,31; g = 1,12) e a Vv de cardiomiócitos (ηp² = 0,31). O BBG reduziu o VO₂máx (ηp² = 0,20; g = 0,79) e a potência de pico (g = 0,82), independentemente do condicionamento e sem interação. O déficit se ampliou ao longo do teste incremental, o que aponta para um teto na oferta oxidativa de ATP e não para uma diferença de repouso. Os autores tratam esses desfechos de forma conservadora: os efeitos convergem sob controle da taxa de descobertas falsas, mas não sobrevivem à correção de Holm. Rotarod, campo aberto, lactato sanguíneo e massa corporal não se alteraram.

Não foi detectado efeito do antagonista sobre a resposta cardíaca ao treino, nem sobre a matriz extracelular ou o volume cardíaco absoluto. O aumento da Vv de cardiomiócitos foi de +0,067 sob salina e de +0,034 sob BBG, sem interação significativa. Os autores registram que esse braço é um resultado nulo com seis a sete animais por grupo: o intervalo de confiança limita mas não exclui uma atenuação, e detectar metade do efeito do treinamento exigiria cerca de 85 animais por grupo. A dissociação relatada é entre um déficit funcional mensurável e uma resposta estrutural que este desenho não pôde resolver.

Os procedimentos foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC (CEUA 6921230724), em conformidade com a Lei nº 11.794/2008 e com as diretrizes do CONCEA.

Autores: Naiara de Souza Santos, Izabel Feltrin Fabro, Ana Paula Pinto de Araújo, Beatriz Carminati dos Santos, Tatyana Nery, Sávio de Almeida Ramos, Izabely Guedes da Rosa, Amanda Leite Bastos-Pereira e Aderbal S. Aguiar Jr. (LaBioEx, Departamento de Fisioterapia, UFSC Araranguá), com Francielly Andressa Felipetti (LAIF, Departamento de Ciências Médicas, UFSC Araranguá).

Financiamento: CAPES/PROEX (Código de Financiamento 001) e CNPq (bolsa de produtividade em pesquisa 304343/2023-4). N. S. Santos, I. F. Fabro e T. Nery foram bolsistas de doutorado, A. P. P. de Araújo de mestrado e B. C. dos Santos de iniciação científica, todos pela FAPESC. S. de A. Ramos foi bolsista de iniciação científica do CNPq, e I. G. da Rosa participou como voluntária. A taxa de publicação foi custeada pela CAPES.

Agradecimentos: Biotério Central da UFSC, pelo apoio técnico.

03/09/2026 Novo livro do LABIOEX: o que acontece no corpo humano quando ele se move

03/09/2026 15:31

 Biologia Integrativa do Exercício, livro-texto em dez capítulos nascido da disciplina de graduação em Fisioterapia

A fisiologia que o estudante aprende nas fases iniciais do curso é, quase toda ela, uma fisiologia do repouso. Ela descreve o organismo dentro de uma faixa estreita de variáveis reguladas e explica os mecanismos que as devolvem à faixa sempre que algo as desloca. Funciona bem para descrever um corpo sentado.

O exercício rompe esse modelo. Numa corrida intensa, o fluxo sanguíneo muscular aumenta mais de vinte vezes, a temperatura central pode ultrapassar 40 graus e o pH intramuscular pode cair abaixo de 6,8. Nada disso está sendo mantido constante. É essa travessia que o novo livro do laboratório percorre.

Biologia Integrativa do Exercício nasceu das aulas da disciplina no curso de Fisioterapia da UFSC, campus de Araranguá. A organização segue a lógica energética: o calor que precisa ser dissipado, o trifosfato de adenosina que sustenta os primeiros segundos, os carboidratos que sustentam os primeiros minutos, o oxigênio que sustenta tudo o que vem depois, e os sistemas cardiovascular e ventilatório que servem a essa cadeia.

Cada capítulo percorre três camadas: o mecanismo fisiológico, o instrumento que o mede e a conduta clínica que dele decorre. Por isso o texto traz, ao lado das vias energéticas, o teste de caminhada de seis minutos com equações brasileiras, o manejo das doenças do calor por esforço, o risco de hipoglicemia no diabetes tipo 1 e a evidência da reabilitação cardíaca e pulmonar.

Duas escolhas orientaram a redação. Cada afirmação quantitativa remete à sua fonte, em mais de 350 referências verificadas. E as controvérsias abertas entram no texto: a hidratação obrigatória, o papel do lactato na acidose, o platô do consumo máximo de oxigênio. Um livro-texto que apresenta apenas consensos ensina conteúdo, mas não ensina ciência.

Disponível como eBook Kindle na Amazon, sob o ISBN 978-65-02-33115-6.

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31/08/2026 Novo artigo: corrida aguda potencializa a resposta a um agonista μ-opioide em camundongos

31/08/2026 12:39

Está publicado na ACS Pharmacology & Translational Science, em acesso aberto sob licença CC BY 4.0, o artigo “Acute Submaximal Running Potentiates the Straub Tail Response to Meperidine in a Dose- and Sex-Dependent Manner in Mice”.

O estudo investigou se o exercício agudo modifica a resposta farmacodinâmica a um agonista μ-opioide administrado por via sistêmica, e se essa modulação difere entre sexos. A resposta de Straub, elevação da cauda mediada por receptores μ₂ centrais, foi empregada como índice comportamental de ativação opioide supraespinhal, graduada pelo escore de Kameyama.

Foram utilizados 212 camundongos Swiss adultos, machos e fêmeas. Após a caracterização da curva dose-resposta da meperidina em repouso, de 8 a 96 mg/kg por via subcutânea, as doses submáximas de 8 e 12 mg/kg foram combinadas com 30 minutos de corrida em esteira a 20 m/min. Teste cardiopulmonar em esteira metabólica situou essa intensidade em 72 ± 15% do VO₂máx em machos e 67 ± 15% em fêmeas.

A 12 mg/kg, a corrida aumentou o escore cumulativo de Straub nos dois sexos, com interação Sexo × Exercício significativa e tamanho de efeito maior em fêmeas (g = 3,81) do que em machos (g = 1,21). A 8 mg/kg não houve potenciação significativa, e a locomoção espontânea não se alterou em nenhuma das doses. A antinocicepção térmica a 12 mg/kg foi equivalente entre os sexos, indicando que o dimorfismo é específico da interação entre exercício e opioide. O experimento com naloxona foi inconclusivo em ambos os sexos e está relatado como tal. Os autores registram tratar-se de observação pré-clínica exploratória, sem base para modificação de protocolos clínicos.

Os procedimentos foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC (CEUA 2036240921), em conformidade com a Lei nº 11.794/2008, com as diretrizes do CONCEA e com as recomendações ARRIVE.

Autores: Tatyana Nery, Naiara de Souza Santos, Ana Cristina de Bem Alves, Amanda Leite Bastos-Pereira e Aderbal S. Aguiar Jr. (LaBioEx, UFSC Araranguá).

Financiamento: CAPES (PROAP e PROEX), FAPESC (Termo de Outorga 2024TR002566) e CNPq (bolsa de produtividade em pesquisa 310635/2020-9). T. Nery foi bolsista de doutorado da CAPES. A taxa de publicação foi custeada pela CAPES.

Agradecimentos: Biotério Central da UFSC, pelo fornecimento e manejo dos animais, e Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC), pela doação da meperidina.

ENTRE NO LABIOEX

28/07/2026 08:53

Você vai medir consumo de oxigênio em animais correndo, operar um estereotáxico, rodar comportamento em vídeo-tracking e dosar proteína em placa. Não vai passar o semestre lendo artigo e assistindo reunião.

O LABIOEX investiga por que o corpo gosta de se mover — a neurobiologia da fadiga central, do esforço e do prazer do movimento — e como isso se traduz em farmacologia. Chegamos aos canabinoides pelo exercício, não o contrário.

Estamos no Campus Araranguá da UFSC, no Departamento de Fisioterapia, com pós-graduação pelo Programa de Pós-Graduação em Neurociências (PPG Neuro) e também Ciências da Reabilitação (PPGCR).
O QUE VOCÊ APRENDE AQUI

  • Farmacologia experimental
  • Cirurgia estereotáxica e microinjeção em roedores
  • Ergoespirometria animal: VO2, VCO2, RER, teste incremental até a exaustão
  • Lactato, glicemia e marcadores de esforço
  • Comportamento com vídeo-tracking automatizado (campo aberto, labirintos, esquiva)
  • ELISA e ensaios bioquímicos em tecido
  • Delineamento experimental, análise estatística e escrita científica
  • Boas práticas com animais de laboratório (CEUA)

O que você aprende de fato depende da sua linha, mas ninguém sai daqui sem ter posto a mão em bancada.

Processos seletivos abertos — Mestrado, Doutorado (em breve) e Pós-Doutorado no PPGNeuro/UFSC

01/07/2025 13:49

O Programa de Pós-Graduação em Neurociências (PPGNeuro), vinculado ao Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), informa que estão abertas as inscrições para os seguintes processos seletivos:

• Seleção para o Curso de Mestrado
O PPGNeuro receberá inscrições para o processo seletivo de ingresso no curso de Mestrado entre os dias 02 de julho e 18 de julho de 2025. Os interessados devem consultar o edital específico disponível na página oficial do Programa para conhecer os critérios de elegibilidade, documentação exigida e etapas da seleção.

• Seleção interna para Bolsas de Pós-Doutorado/FAPESC
Considerando o EDITAL DE CHAMADA PÚBLICA FAPESC N.º 25/2025, o PPGNeuro torna público o processo de seleção interna de projetos de candidatura a bolsas de Pós-Doutorado com início em 2025, financiadas pela FAPESC. Pesquisadores com doutorado interessados em desenvolver projetos alinhados às linhas de pesquisa do Programa devem consultar o edital interno e submeter suas propostas conforme os prazos estabelecidos.

• Seleção para o Curso de Doutorado
O edital de seleção para ingresso no Doutorado está em fase final de elaboração e será lançado nos próximos dias. Acompanhe a página do Programa para atualizações e prazos.


Sobre o coordenador e o laboratório

O Prof. Dr. Aderbal Silva Aguiar Junior é o atual coordenador do PPGNeuro. Cientista com atuação translacional, integra e lidera projetos que conectam neuropsicofarmacologia, exercício físico, desenvolvimento de novos fármacos, farmacogenômica e biotecnologia aplicada à saúde. É professor associado da UFSC e coordena um laboratório de pesquisa inovador, com ampla infraestrutura para estudos pré-clínicos e translacionais.

Seu laboratório atua com foco em três principais linhas de pesquisa:

  1. Neurobiologia da fadiga e do comportamento emocional
    Investiga os mecanismos neurais da fadiga central e suas interações com o exercício físico, processos inflamatórios e circuitos de motivação.
  2. Farmacologia de canabinoides, psicodélicos e nanofármacos
    Desenvolve e testa formulações inovadoras à base de cannabis medicinal e compostos psicodélicos, com especial interesse em produtos full spectrum, farmacogenômica e inteligência artificial para personalização terapêutica.
  3. Inovação e desenvolvimento de produtos biotecnológicos
    Com forte interface com a indústria e startups, o grupo também atua no desenvolvimento de novos fármacos e formulações com potencial translacional, incluindo estudos regulatórios e validação pré-clínica.

Os interessados em ingressar no grupo devem demonstrar afinidade com os temas abordados, curiosidade científica, resiliência frente aos desafios da pesquisa e vontade de produzir conhecimento com potencial de impacto social, científico e tecnológico.

Mais informações e os editais completos estão disponíveis em https://ppgneuro.posgrad.ufsc.br