Cinesiologia da marcha 20/03/2023

20/03/2023 09:51

Autor: Prof. Dr. Aderbal Aguiar, CV Lattes http://lattes.cnpq.br/8760300182929573

A marcha humana é um processo complexo e coordenado que envolve movimentos cíclicos e repetitivos dos membros inferiores para deslocar o corpo para frente. A análise da marcha é frequentemente dividida em duas fases principais: a fase de apoio e a fase de balanço. Essas fases podem ser subdivididas em subfases para uma compreensão mais detalhada da cinemática da marcha.

Fase de apoio (aproximadamente 60% do ciclo da marcha): Durante a fase de apoio, o pé está em contato com o solo e suporta o peso do corpo. Essa fase pode ser dividida nas seguintes subfases:

1. Apoio inicial: O momento em que o calcanhar do pé que avança toca o solo pela primeira vez até a planta do pé tocar totalmente o solo.

2. Apoio médio: A fase em que o peso do corpo está diretamente sobre o pé em apoio simples e o pé contralateral em balanço.

3. Apoio final: O momento em que o calcanhar começa a se levantar do solo, com o impulso gerado principalmente pelos músculos da panturrilha e dos dedos dos pés.

Fase de balanço (aproximadamente 40% do ciclo da marcha): Durante a fase de oscilação, o pé está no ar e se move para frente para iniciar o próximo passo. Essa fase pode ser dividida nas seguintes subfases:

1. Balanço inicial: fase acelerada quando o pé é retirado do solo e começa a avançar.

2. Balanço final: desaceleração terminal. Após cruzar o membro inferior contra-lateral em apoio, o pé começa a se preparar para o próximo contato com o solo, reduzindo sua velocidade.

As fases e subfases da marcha humana são coordenadas por um complexo sistema de músculos, articulações e sistema nervoso central, permitindo a locomoção eficiente e equilibrada. A análise da marcha é usada por profissionais de saúde, como fisioterapeutas e ortopedistas, para identificar e tratar problemas de marcha e equilíbrio relacionados a lesões ou condições médicas.

Acesse aqui uma aula on-line https://youtu.be/6jYa45L6Q6o

Canabinol e o sono dos atletas: uma relação promissora

17/03/2023 09:54

Autor: Prof. Dr. Aderbal Aguiar, CV Lattes http://lattes.cnpq.br/8760300182929573

17/3/2023 Dia mundial do sono

O canabinol (CBN), um dos muitos canabinoides encontrados na planta da cannabis, tem sido cada vez mais estudado por suas propriedades terapêuticas, entre elas a capacidade de melhorar a qualidade do sono. Para atletas, um sono reparador é fundamental para a recuperação física e mental, otimizando assim o desempenho esportivo.

Pesquisas recentes têm mostrado que o CBN pode ter efeitos benéficos no sono de atletas ao atuar no sistema endocanabinoide, um conjunto de receptores e neurotransmissores presente no organismo humano, que regula diversas funções, incluindo o sono. O CBN, ao interagir com esses receptores, promove o relaxamento e auxilia no processo de indução do sono, sem causar dependência ou efeitos colaterais severos.

A qualidade do sono é crucial para que atletas possam se recuperar adequadamente do estresse causado pelos treinos intensos e competições. Um sono restaurador permite a regeneração dos músculos, a consolidação da memória e a regulação hormonal, fatores fundamentais para a manutenção da saúde e melhoria da performance.

Além disso, o CBN também tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias, o que pode ajudar na recuperação de lesões e aliviar dores musculares comuns no esporte de alto rendimento. Essa combinação de benefícios faz do canabinol uma alternativa promissora no tratamento de distúrbios do sono em atletas.

Entretanto, é importante ressaltar que, apesar dos resultados promissores, mais estudos são necessários para compreender completamente os mecanismos de ação do CBN e estabelecer protocolos de uso específicos para atletas. Além disso, é fundamental levar em consideração as regulamentações e restrições legais relacionadas à utilização de substâncias derivadas da cannabis no âmbito esportivo.

Regular Use of Cannabis in Female Athletes Is Associated With a Reduction in Early Anaerobic Power Production

10/03/2023 15:19

Abstract

Lisano, JK, Flores, VA, Kisiolek, JN, and Stewart, LK. Regular use of cannabis in female athletes is associated with a reduction in early anaerobic power production. J Strength Cond Res 37(3): 616-622, 2023-Despite a growing number of claims related to the ability of cannabis use to affect health and performance, there is limited research available, especially in female athletes. This cross-sectional study aimed to determine whether chronic cannabis use in physically active female athletes is related to altered health and performance. Healthy, physically active, female cannabis users (CU: n = 12) and noncannabis users (NU: n = 12) with an average age of 23.8 ± 3.7 years and 19.3 ± 4.2% body fat completed athletic performance and health assessments. Significance was set at alpha = 0.05. The age of onset of regular cannabis use was 20.1 ± 2.8 years in CU with an average duration of cannabis use of 5.8 ± 3.1 years. There were no differences between groups with respect to body size, body composition, pulmonary function, cardiorespiratory function, or muscular strength. Cannabis users produced significantly less power in the first 2 stages of the Wingate assessment, but CU experienced significantly less anaerobic fatigue. Although body composition and cardiovascular fitness were comparable, average C-reactive protein concentration classified CU with higher risk for cardiovascular disease (CVD). Athletes and coaches who rely heavily on anaerobic performance should consider these findings because they indicate that regular cannabis use may affect early power production and CVD risk.

Lisano JK, Flores VA, Kisiolek JN, Stewart LK. Regular Use of Cannabis in Female Athletes Is Associated With a Reduction in Early Anaerobic Power Production. J Strength Cond Res. 2023 Mar 1;37(3):616-622. doi: 10.1519/JSC.0000000000004297. Epub 2022 Jul 1. PMID: 36820704.

 

O Canabidiol e a concussão no esporte

27/02/2023 09:34

Autor: Prof. Dr. Aderbal Aguiar, CV Lattes http://lattes.cnpq.br/8760300182929573

A concussão (batida ou pancada na cabeça) é uma lesão cerebral traumática que pode ocorrer em esportes de contato, como nosso futebol, boxe, rugby e futebol americano. Embora a concussão possa ser uma lesão relativamente leve, ela pode ter efeitos de longo prazo na saúde do cérebro e pode aumentar o risco de doenças neurológicas, como a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson. Assim, o e esporte vem prestando mais atenção para estes casos importantes, principalmente a NFL do futebol americano nos Estados Unidos.

Recentemente, houve um interesse crescente no uso do canabidiol (CBD) para a proteção contra concussão no esporte. O CBD é um dos mais de 100 compostos encontrados na planta de cannabis, e não possui propriedades psicoativas como o THC, o principal componente psicoativo da cannabis.

Embora a pesquisa sobre os efeitos do CBD para a proteção contra concussão seja limitada, estudos preliminares sugerem que o CBD pode ter propriedades neuroprotetoras e anti-inflamatórias que podem ajudar a reduzir a gravidade e a duração dos sintomas de concussão.

Por exemplo, um estudo realizado em 2017 descobriu que o CBD pode reduzir a inflamação e a morte celular no cérebro após uma lesão cerebral. Outro estudo, realizado em 2018, descobriu que o CBD pode reduzir o dano cerebral em ratos após uma lesão na cabeça.

Além disso, o CBD também pode ajudar a reduzir a ansiedade e a depressão, que são comuns após uma lesão cerebral. A ansiedade e a depressão podem piorar os sintomas de concussão e aumentar o tempo de recuperação.

Em resumo, embora a pesquisa ainda seja limitada, os resultados preliminares sugerem que o CBD pode ter efeitos neuroprotetores e anti-inflamatórios que podem ajudar a proteger contra a concussão no esporte. No entanto, são necessárias mais pesquisas para entender completamente os efeitos do CBD e para determinar se o seu uso pode ser benéfico para atletas.

Canabidiol e exercício

18/02/2023 07:58

Por Prof. Dr. Aderbal Aguiar

O canabidiol (CBD) é um dos principais compostos da cannabis medicinal e tem sido objeto de estudo para seu potencial uso na recuperação após exercício físico. Embora os estudos ainda estejam em fase inicial, existem algumas evidências de que o CBD pode ser benéfico para a recuperação após o exercício físico.

Um estudo publicado no Journal of Clinical Psychopharmacology avaliou o efeito do CBD na ansiedade e na função cognitiva em um grupo de voluntários que realizou um teste de estresse físico. Os resultados mostraram que o CBD reduziu significativamente a ansiedade dos participantes e melhorou a função cognitiva em comparação com o grupo que recebeu placebo.

Outro estudo publicado no Journal of Sport and Health Science avaliou o efeito do CBD na dor muscular e na recuperação após exercício físico em um grupo de atletas de elite. Os participantes receberam uma dose oral de CBD ou placebo após um treino intenso. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu CBD teve uma redução significativa na dor muscular e uma melhoria na qualidade do sono em comparação com o grupo que recebeu placebo.

Além disso, o CBD tem sido estudado por sua capacidade de reduzir a inflamação e melhorar a recuperação após o exercício físico. Um estudo publicado no Journal of Experimental Medicine descobriu que o CBD reduziu a inflamação e a dor em um modelo animal de artrite, sugerindo que o CBD pode ter efeitos anti-inflamatórios e analgésicos.

Informações sobre seleção mestrado e doutorado

19/12/2022 16:11
  • As pós-graduações stricto sensu compreendem programas de mestrado e doutorado para candidatos interessados em (1) desenvolver estudos científicos e (2) ingressar na vida acadêmica. É um momento de imersão para estudar e pesquisar algum problema profundamente, uma característica dos cientistas.
  • Atualmente, o Prof. Aderbal busca alunos para estudar o exercício físico, fitocanabinoides e o sistema endocanabinoide através de estudos clínicos e animais. O Prof. Dr. Aderbal é um renomado cientista brasileiro com experiência internacional (França e Portugal) com 70 artigos publicados em periódicos internacionais de alto impacto com índice H=24. Vem fazer parte do time @labioex_ufsc, sendo orientado por um pesquisador de excelência em um PPG de excelência. Vem ajudar a desenvolver a ciência canábica.
Abaixo estão os links dos processos seletivos de mestrado e doutorado para ingresso em março/2023